Máquina mortífera
Esta semana fui ao banco encerrar minha conta - o estágio atual deposita em outro banco. Como de costume, o atendimento demora demais, tanto os caixas quanto as pessoas encarregadas do encerramento.
Estava eu na fila quando, de repente, começa a cantar uma cigarra. Não, o inseto não havia invadido a agência, era apenas o toque de um celular. Não era novidade pra mim, mas comecei a divagar, o que também não é surpresa. A mulher não demorou a atender, pois imagino que não seria aconselhável demorar. Quem sabe se a cigarra cantasse muito tempo o celular explodia?
Voltando ao ócio totalmente não-criativo, esperei impacientemente o único caixa atendendo. Subitamente, entro num filme de terror: começa a tocar a música de "Psicose". Aquele som agudo corta o ar e todos riem - de nervoso? O cara atende o celular. Deve ser a Samara.
Depois pergunto a ele onde conseguiu o toque. Talvez seja com a fornecedora The Ring tones.
Não sei mais quantas horas se passaram naquela fila. Devo ter criado varizes nesse tempo. Começa então a tocar a música do Plantão da Globo. A mulher atende. Com certeza ou é uma notícia importante ou alguém morreu. Nas circunstâncias atuais, com certeza algum falecido.
O último dos caixas diz que tem amigo oculto no andar de cima e fala que já volta. As pessoas na fila estão entorpecidas e começam a criar teias de aranha e não reagem.
É, "O Amigo Oculto" combina bem com o clima geral. Acho que daqui a pouco vou conversar com o Charlie.
Parece que passaram dias. Olho em volta e vejo o cara do celular morto no chão em uma poça d'água. Sete dias então.
Ele está atrás de mim na fila. Droga, não faz diferença nenhuma.
Estava eu na fila quando, de repente, começa a cantar uma cigarra. Não, o inseto não havia invadido a agência, era apenas o toque de um celular. Não era novidade pra mim, mas comecei a divagar, o que também não é surpresa. A mulher não demorou a atender, pois imagino que não seria aconselhável demorar. Quem sabe se a cigarra cantasse muito tempo o celular explodia?
Voltando ao ócio totalmente não-criativo, esperei impacientemente o único caixa atendendo. Subitamente, entro num filme de terror: começa a tocar a música de "Psicose". Aquele som agudo corta o ar e todos riem - de nervoso? O cara atende o celular. Deve ser a Samara.
Depois pergunto a ele onde conseguiu o toque. Talvez seja com a fornecedora The Ring tones.
Não sei mais quantas horas se passaram naquela fila. Devo ter criado varizes nesse tempo. Começa então a tocar a música do Plantão da Globo. A mulher atende. Com certeza ou é uma notícia importante ou alguém morreu. Nas circunstâncias atuais, com certeza algum falecido.
O último dos caixas diz que tem amigo oculto no andar de cima e fala que já volta. As pessoas na fila estão entorpecidas e começam a criar teias de aranha e não reagem.
É, "O Amigo Oculto" combina bem com o clima geral. Acho que daqui a pouco vou conversar com o Charlie.
Parece que passaram dias. Olho em volta e vejo o cara do celular morto no chão em uma poça d'água. Sete dias então.
Ele está atrás de mim na fila. Droga, não faz diferença nenhuma.
Marcadores: Histórias

1 Comentários:
hauhahuahauhauh, mt bom o post .. seven days. rs
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