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domingo, dezembro 18, 2011

Pacotão de fim de ano

Já é Natal na Leader Magazine, 2011 está terminando e resta pouco mais de 365 dias para o fim do mundo. Época propícia para um texto-de-fim-de-ano. Só que um texto duplo, encorpado. Por quê? Porque quero torturar meus 435 leitores? Não só isso. É que ano passado não teve textinho (Que tragédia, ahn?).

2010 foi mais marcante para mim pelos acontecimentos do meio do ano. Havia 6 meses que estava estagiando em Produção Editorial, e fazia a faculdade ao mesmo tempo (a 2ª, pois já era jornalista). Muitas dúvidas me assaltavam, pois, como era formado, não me contentava muito com estágio, mas, ao mesmo tempo, não tinha experiência suficiente para trabalhar na área, achava. Ir para outro estágio? Procurar um trabalho e largar a faculdade? Na passagem de 2009 para esse ano, os questionamentos haviam surgido, mas naquele instante apareciam com mais força.

No final de junho, na última terça, houve uma adoração no grupo de que faço parte (a Comunidade de que já falei). Num momento em que algumas pessoas rezariam pelas outras, eu me ajoelhei para que uma garota viesse orar por mim. Entre outras coisas, a menina disse que o que eu estava procurando se resolveria. Na hora não soube exatamente de que ela estava falando e deixei pra lá.

Após 6 meses, é época de tirar 15 dias de férias (sim, estagiário agora tem regalia). Em meio àqueles dias de descanso, recebo um e-mail falando para ligar para a coordenadora. Estranho, mas ligo. “Gabriel, você gostaria de ser contratado?” Aceito de prontidão, muito feliz, porém só depois me lembro das palavras da garota. E percebo que a ligação foi dada no Dia do Amigo, 20/07 (se é que existe isso mesmo). De qualquer forma, o Amigo estava ali presente comigo.

E não tinha sido a primeira vez. Em 2009, quando estava procurando mudar para Produção Editorial mas não conseguia nenhum estágio, recorri a um grupo de e-mail da Igreja que reúne centenas de pessoas, e por lá eu soube da vaga na editora.

Felizmente, cada vez mais confirmo que essa é a área onde quero trabalhar. E também percebo minha “quedinha” pelos livros infanto-juvenis e YA (Young Adult), de fantasia especialmente. Aonde isso vai me levar não sei; só Deus sabe, e eu entrego tudo em Suas mãos. Só sei que estou formado mais uma vez, agora em Produção Editorial, após uma árdua monografia, desta vez sobre Editoras católicas no Brasil, mas permanecendo na seara da religião, tema pouco abordado no meio acadêmico. O que me espera nos estudos? Não sei, ainda é difícil vislumbrar, principalmente pensando em conciliar com trabalho e outras atividades...

A Comunidade continua firme e forte rumo a águas mais profundas, e agora mudará a coordenação. Renovação é o que há! Não vejo a hora de começar 2012 =) E permaneço engajado no coral na capela, junto com a Carla. Aliás, reconheço que crescemos e amadurecemos em nosso namoro durante mais esses 2 anos, e a tendência é só melhorar, aprimorando a compreensão, o diálogo, a cumplicidade, o amor, o carinho... 4 anos não é pra qualquer um!

E ano passado comecei uma nova atividade, que ainda não está firme nem se sabe qual será seu rumo, mas que permanece viva. É o grupo jovem da Santa Teresinha, que ressurgiu das cinzas após algumas tentativas anteriores sem sucesso e que ainda engatinha, mas já com seus frequentadores cativos.

O que me aguarda daqui pra frente? Que decisões tomar? Destino, assim você me mata.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Hoje Livre Sou

Pra variar, sempre tem que ter um texto-de-final-de-ano em dezembro. Lembrar o que aconteceu, fazer um “balanço” e planos para o ano que vem... Acho construtivo e saudável, sim. Ainda mais agora em 2009, pois foi um ano muito especial.

Como não sou economista nem tenho ações na Bolsa, não estava preocupado com “marolinhas” ou não, e com previsões de 2009 ser o pior ano de todos. Só não esperava que fosse ser tudo o que foi – de bom.

2008 não havia terminado bem para o grupo da Igreja de que faço parte, a Comunidade Duc in Altum: muitas “baixas”, desânimo, a iminência de acabar. Eu fazia parte do grupo desde seu início em novembro de 2005, a partir de um grupo de Crisma, passáramos por altos e baixos, mas acabar era algo muito forte e que nos derrubava.

Fora naquele grupo que eu começara a me engajar na Igreja, a amá-la e a Deus, onde fizera grandes amizades e conhecera minha namorada, mas não estava dando mais certo. Um membro da Crisma se ofereceu para nos ajudar e deu uma palestra. Ao final, a foto da reunião do grupo cheia, todos alegres, e ele nos questionou sobre o que tinha acontecido com aquelas pessoas e com aquele grupo tão ardoroso.

Ah, aquilo, bem ou mal, tocou no nosso orgulho: iríamos deixar a Comunidade acabar sem fazer nada, justamente depois das fundadoras terem se ausentado contra a vontade? Poderia ser Vontade de Deus que não continuasse, mas não acabaria sem luta. A coordenação mudou – eu fui um dos que saí – e fizemos reuniões de partilha e de oração; precisávamos crescer e nos unir. As reuniões voltaram a acontecer, chamamos pessoas novas, mudamos nosso jeito de ser, querendo partilhar e viver realmente juntos, e nos formar na doutrina, e missionar as casas com a presença de Nossa Senhora, e louvar a Deus todo mês.

As reuniões de equipe foram imprescindíveis para nosso crescimento e planejamento, até o Padre Carlos, nosso diretor espiritual, está sendo tocado e animado para esta nova missão renovada e restaurada. Como o Nelson, coordenador, disse, foi o ano da Confirmação: sim, Deus quer que continuemos, e a nossa festa de 4 anos comprovou isso. “Uma comunidade de barquinhos”, como o padre falou, em que ninguém naufraga e ninguém sai: “Desde a primeira vez que você põe o pé na Comunidade, você nunca mais deixa de fazer parte dela.”

É o ano de 2010 que promete agora. Promete também na minha vida profissional. Formado em Jornalismo, com uma monografia que deixou de ser um bicho-de-sete-cabeças como eu pensava, mas, ao contrário, foi uma bênção, pela oportunidade de estudar a Comunicação dentro da minha Igreja. Os professores até disseram que vai “virar bibliografia”, uma honra dada por Deus.

Mas não é Jornalismo que eu quero. Especialmente durante 2009, pude confirmar, em meio ao estágio dentro de uma editora de livros, conversando com amigos do ramo editorial e estudando na faculdade, que essa é a minha área de verdade. Sempre fui apaixonado por livros, por textos, Português, línguas e afins, mas não era em Letras que eu encontraria minha casa. Mas em Produção Editorial, uma habilitação do próprio curso de Comunicação em que acabei de me formar. Cheguei a querer sair de Jornalismo, desanimado, mas o incentivo das pessoas me dissuadiu.

Se não fosse por isso, como teria ido para o estágio na Assessoria de Imprensa da editora e feito grandes amigos? Se não fosse por isso, como poderia me formar e pedir manutenção de vínculo, podendo conseguir o diploma de PE em apenas 2 anos? E, para completar, após pedir muito a Deus, dezembro também me presenteia com uma vaga de estágio na área editorial, e justamente na parte textual! Amanhã começará esta nova fase em minha vida. Em dezembro, em primeiro lugar mês do nascimento de Jesus, mas também da Imaculada Conceição, cuja intercessão foi valiosa.

E todas as dores e tribulações eu pude suportar com a Presença essencial de Deus, mas também com a presença da Carla, que não me abandonou nem quando eu mesmo não dava razão para que ela continuasse, por eu estar mais dentro de outras coisas do que dentro do relacionamento. E, para reforçar nosso laço, outra mudança ocorrerá no início do ano: depois de 2 anos, voltaremos a servir juntos e, para isso, sairei de um outro serviço, em que já estava há 5 anos. E o serviço será na capela... da Imaculada Conceição.

Como falei, tenho confiança em Deus de que 2010 será mais um grande ano, abundante de graças. Deus sempre esteve e continuará olhando por mim. E por cada um de nós. É só se entregar a Ele e a seu Amor Incondicional. Seus caminhos são insondáveis, mas Ele sabe o que é melhor para nossas vidas. Eu tenho certeza disso! Tenha você também.

domingo, abril 26, 2009

Ela

“Ela é bonita”, pensei, na terceira vez que a vi. Por que terceira? Não sei, das outras vezes não prestei muita atenção. Mas ali, em meio a um jogo na casa de uma amiga, olhei melhor.

E, desde então, do meu jeito, sempre tentava estar ali próximo e me tornei amigo. Mas, como sempre, só amigo mesmo; uma sina. A vantagem é que, regularmente, três vezes por semana eu a encontrava, em grupos da Igreja. Não adiantava.

Mandei depoimento pelo Orkut, demonstrando meu amor... “uma garota que conquista qualquer um, com seu jeitinho fofo e doce”. Ela gostou muito, ela sabia que eu tinha interesse, porém eu não fazia mais nada... Não vai dar em nada mesmo mais uma vez...

Os meses se passavam. Surgiu um acampamento, um retiro católico. Eu fiquei com muita vontade de ir, ainda mais que lá ela iria. Mas acabei trocando o preço e achei que não teria dinheiro. E desisti. Mas ela foi e, quando soube do erro, me arrependi.

Ela voltou pulando de alegria junto com nossos amigos, falando que era maravilhoso. Ah, no próximo eu ia, só que tinha perdido a grande oportunidade... Pois cada um apenas podia fazer uma vez.

Mais tempo se passou e lá estávamos nós em viagem: rumo a São Paulo, para ver o Papa, junto com muitos outros jovens. Mas por que eu estou contando isso? Todos já sabem que sou devagar e que aquilo tudo mais parecia casamento, de tanto “arroz de festa”. Então será que ia dar casamento?

Mês após mês, mês após mês... até que se aproximava novamente o tal acampamento. Agora eu não podia deixar de fazer. Sem ela, mas também não queria dar muita bola mais, já estava chateado.

Missa de Santa Teresinha na paróquia dela. Estava lotado. Encontrei uma amiga da faculdade. Fui junto com a menina para a frente da igreja e passei direto por ela. Hora da Paz de Cristo. Ah, vou lá dar a Paz! Deixei rapidamente a menina e ela já estava lá com seu grande sorriso, marca característica dela.

“É uma garota linda, sempre com seu sorriso que ilumina qualquer lugar para onde vá, que irradia ânimo e alegria para as pessoas ao redor.” Outra frase do depoimento do Orkut, que não pude deixar de enviar para ela de novo, no dia seguinte. “Amo seu sorriso!”

O retiro estava próximo e uma menina da igreja, que nem conhecia direito, se ofereceu para emprestar um saco de dormir – estaria muito frio e eu ia precisar. A menina levou-o num evento onde eu e ela estávamos e depois, durante o lanche, ficamos conversando. Porém, ela entrou no meio da conversa e ficou sozinha conversando com a menina. Depois com o tempo se percebem as coisas.

Chegou o tão esperado dia: dia de viajar para o acampamento. Cinco dias fora. Retiro realmente maravilhoso, de união, oração, amor. Ali me desliguei do mundo. Mas um dos ótimos momentos do acampamento aconteceu: em meio à forte escuridão, no meio do mato, os coordenadores falavam de forma impressionante: “Imagine que você fosse morrer agora. Pense em cinco minutos: O que você faria antes de ir embora?” No meio do turbilhão de diversos pensamentos, veio à minha cabeça: dizer a ela que a amo. Sim, nunca tinha dito isso diretamente.

O retiro foi se seguindo, até o último dia, de grande comoção, com o Espírito Santo agindo. Dia de se despedir do acampamento. No ônibus, um dos coordenadores veio fazer uma pesquisa sobre se eu indicaria alguém para o retiro. “A namorada, não?” “Não tenho.”

Ele voltou para seu lugar. Porém, resolveu me chamar para seu lado no ônibus.

- Eu não podia deixar de falar com você, não podia ficar guardado comigo. Sabe por que eu te fiz aquelas perguntas, perguntei se você tinha namorada? Durante o momento do Espírito Santo, quando estava impondo minhas mãos sobre você, Deus me falou que a sua namorada estava chegando.

Fui surpreendido.

- Isso quer dizer alguma coisa pra você?

- Não. – eu já havia perdido as esperanças e até estava um pouco irritado com isso.

Voltei para meu lugar, sem entender direito. Mas, ao mesmo tempo, também inconscientemente motivado para falar com ela.

Liguei no dia seguinte e falei bastante. Falei dos 5 minutos, que foram o único momento que lembrei de verdade dela. Ela ficou meio desapontada. Liguei no outro dia. “Posso ir aí?” Me arrumei todo. Dei um forte abraço nela. Falei, falei, falei. Nada de mais. Que droga, não consigo! Mais um telefonema, no dia seguinte. Tentei expressar o que estava guardado... não de forma satisfatória. Deprimente.

No domingo próximo, seria o churrasco pós-acampamento. Comentei com ela e ela falou que queria ir, mas tinha vergonha de chegar sozinha. Será? Pedi algumas orientações e fui buscá-la no dia. O caminho até o churrasco já estava traçado estrategicamente.

“Queria falar uma coisa com você. Vamos sentar aqui?” Era um banco de concreto, numa pracinha tranquila. Ela pareceu nervosa. Falei o que estava preso há meses. E foi o primeiro beijo.

Não começamos logo a namorar. Mas, dentro de pouco tempo, “minha namorada chegou”. Depois de 10 meses.

E hoje estou junto com ela, e cada dia mais com a certeza de que Deus está do nosso lado, e nada nem ninguém no mundo vai nos separar.

Não disse que dava casamento?

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Ano Novo, Canção Nova

Como alguns devem saber, fui à Canção Nova nesta passagem de ano. Para quem não sabe, é uma comunidade católica de Cachoeira Paulista, muito conhecida na Igreja, carismática, e que possui um terreno e um trabalho enormes.

Fui pela primeira vez, com minha família. Conheci a TV e a Rádio que eles possuem – e que farão parte de minha monografia – comprei algumas lembranças e vi um show. Para fechar o dia – pois só ficamos 1 dia por lá, infelizmente – a missa da “virada”, que começou às 23h30 do dia 31.

Na homilia, o padre vem nos falar do Ano Novo e das inúmeras promessas que se agregam a ele. Roupas brancas para chamar a prosperidade. Tudo isso em busca da “suprema” paz. Mas sem perceber que só existe uma verdadeira fonte: o Príncipe da Paz, Jesus Cristo. Que veio no Natal para nos dar a Paz, em sua humildade, pobreza e simplicidade.

“O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!” (Números 6; 26) Isso é o que devemos desejar nesse início de ano. Mas não uma paz qualquer, mas a Shalom. Shalom abrange conforto, tranqüilidade, saúde, amor... Paz em plenitude. A Paz que só Deus pode dar.

“Não vos inquieteis com nada (...) A paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos.” (Filipenses 4; 6-7) Se você não permitir que Deus volte Sua Face para ti, não haverá a verdadeira paz. Mas esta Paz não significa ausência de conflitos e sofrimento, um mar de rosas, como apregoa a Teologia da Prosperidade. Você não vai parar de sofrer, porque também no sofrimento se encontram as lições da vida e o seu crescimento interior, dentre outros ganhos.

Porém, terá como sua segurança, seu refúgio, seu amparo, fiel ao seu lado, não apenas artefatos ou algo abstrato, mas uma Pessoa: Jesus e Deus. Que te acompanhará pelo resto da sua vida se você permitir, se você não se afastar – pois Ele nunca se afasta. Não pode haver Paz maior.

Como o coro de anjos cantou no Natal: “Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.” Siga em frente e nunca se esqueça de que tem Alguém olhando e velando por ti.

Então, para este 2009, de modo especial, fica o meu desejo: “O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a Paz!” Shalom!